Há algum tempo tenho conversado, discutido e incentivado alguns pacientes sobre o Minimalismo.

Iniciado no mundo das artes na década de 60 e posteriormente pelo design e arquitetura, o minimalismo representava o essencial, o “clean”, a luminosidade. Já nos conceitos da filosofia Zen, o minimalismo também representa a qualidade interior, a quietude, a essência e a simplicidade (ex: Ikebana, Wabisabi). 

Viver com menos.

Hoje já se utiliza o termo para um estilo de vida minimalista.

E o que seria viver de forma minimalista?

Autores como Joshua Millburn e Ryan Nicodemus ( The Minimalists); Marie Kondo (KonMari Method); Fumio Sasaki (New Japanese Minimalism), relatam em seus livros a mudança nos seus estilos de vida. Mudando de um padrão de acúmulo para de uma vida mais simples, somente com o essencial. E relatam o quanto essa mudança trouxe de benefício para a suas respectivas vidas. 

Veja como o Minimalismo pode influenciar na nossa saúde e qualidade de vida:

  • Mente mais calma.

Ao priorizar somente o essencial na vida, livrando-se dos excessos, a mente fica menos sobrecarregada. Você passa a ter menos preocupações (ex: com gastos, dívidas, desejos, ambições, cobranças), menos insegurança e menos insatisfações/frustações. Com a mente mais serena, o foco e a criatividade voltam a aumentar e você passa a ser mais efetivo e produtivo.

Você passa a ter mais paciência, compaixão e empatia.

O estresse, ansiedade e a tristeza também diminuem e consequentemente a sua saude mental melhora.

  • Melhora na qualidade da alimentação.
Essencialismo

Evitando os excessos, a qualidade da nossa alimentação melhora muito. Passamos a priorizar alimentos mais frescos, sazonais e locais, diminuindo o consumo de pesticidas e alimentos industrializados. As refeições voltam a ter a sua devida importância. Comemos com mais calma e consciência (Leia mais sobre Atenção Plena), mastigamos melhor e consumimos menos calorias. 

  • Consumo consciente.

Consumindo de forma consciente, você seleciona melhor os produtos que adquire, passa a valorizar mais o trabalho artesanal e bens duradouros, contribui para o meio ambiente e evita desperdícios. Com isso, os gastos e dívidas caem e a necessidade constante de cada vez ganhar mais para saldar esse déficit diminuem. 

  • Mais tempo livre.

Com menos preocupações, trabalho e necessidade de compras, o seu tempo livre para outras atividades aumenta. Você terá mais tempo livre para lazer, descanso, atividades físicas, hobbies e para novos aprendizados. A sensação de liberdade aflorece e a qualidade de vida e bem estar melhoram.

  • Auto conhecimento.

Eliminando os excessos, acalmando a mente e com mais tempo livre, você passa a se conhecer melhor. Você descobre o que realmente é essencial para a sua vida. Começa entao a dar mais valor ao que realmente importa e não mais o que lhe é imposto. 

  • Mais liberdade.

A liberdade de não ter que comprar o último tênis da moda ou o carro do ano. A liberdade de não ter que assistir ou escutar a todos os filmes e músicas do momento. A liberdade poder escolher o que realmente é essencial para cada um. A liberdade de decidir sobre o que ser e o que viver. 

  • Mais qualidade de vida.

As experiências passam a ter mais valor que os objetos. As viagens terão mais importância que os souvenires. A qualidade ao invés da quantidade. As amizades verdadeiras em troca de milhares de seguidores. As conversas serão mais atrativas que as mensagens. A importância de conviver a sua família retornará.

A soma de todos estes fatores contribue para a melhora da qualidade de vida. A principio pode parecer difícil, porém não é impossível. O importante é iniciar a mudança de pensamento e introduzi-lo pouco a pouco no dia a dia.  O minimalismo não é um fim e sim um meio de chegar a uma vida mais plena. 

Liberdade